Colagem editorial com megafone, mãos erguidas e paisagem urbana periférica — identidade visual do projeto Educação Midiática, Direitos Humanos e Periferias
Projeto Educação Midiática, Direitos humanos e periferias — Materiais para download

Percepções das juventudes periféricas na era da (des)informação

Relatório de pesquisa e cartilha formativa produzidos pela Associação 19 de Setembro e Aláfia Lab, com a participação direta de jovens de Belém, Natal e São Paulo.

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Informação não é ruído, é direito.

Por que esta pesquisa importa

Esta pesquisa mostra que juventudes periféricas não são apenas alvos da desinformação: elas são intérpretes qualificadas do ecossistema informacional brasileiro.

Ao formar jovens pesquisadores em três capitais, o projeto produz dados, metodologia e materiais replicáveis para escolas, cursinhos populares, coletivos, educadores e políticas públicas. Os resultados demonstram que o enfrentamento à desinformação exige respostas territorializadas, formativas e construídas com — e não apenas para — as comunidades mais impactadas.

01
Materiais
Capa do Relatório EntreVistas
Relatório de pesquisa

EntreVistas: percepções das juventudes periféricas

Pesquisa quali-quantitativa com 513 jovens de Belém, Natal e São Paulo sobre hábitos informacionais, desinformação, educação midiática e inteligência artificial. Inclui dados de 6 grupos focais e análise estatística com recorte territorial.

67 páginas513 jovens3 capitais
Capa da Cartilha de Educação Midiática
Cartilha formativa

Educação Midiática, Direitos Humanos e Periferias

Material formativo com síntese metodológica, dados da pesquisa e atividades práticas como o "Mutirão da Verdade" e "Detetives das Narrativas", para uso em cursinhos populares, escolas, coletivos e espaços comunitários.

20 páginasAtividades práticasReplicável
02
Sobre o projeto

Pesquisa construída com os territórios, não apenas sobre eles

O projeto Educação Midiática, Direitos Humanos e Periferias e a pesquisa EntreVistas, é fruto de uma parceria entre a Associação 19 de Setembro (S19), Aláfia Lab e da Rede Confluências de Educação Popular e levantamento de dados pelo Instituto de Pesquisa IDEIA.

A iniciativa nasce da compreensão de que jovens das periferias urbanas ocupam um lugar central nas dinâmicas contemporâneas de circulação de informação, mas ainda são pouco reconhecidos como sujeitos produtores de conhecimento sobre comunicação, desinformação e participação democrática.

Ao longo do segundo semestre de 2025, foram realizadas 16 formações com 15 jovens pesquisadores das periferias de Belém, Natal e São Paulo. Os encontros abordaram plataformas digitais, desinformação, inteligência artificial e pesquisa científica, criando um espaço de troca e construção coletiva de conhecimento a partir das experiências desses jovens em seus territórios.

Quando você coloca o jovem no centro da produção de conhecimento, ele não apenas aprende — ele transforma.

03
Percorrendo a cartilha

O que você encontra nos materiais

Metodologia inovadora

Como a pesquisa e a formação crítica foram utilizadas pelos 15 jovens estudantes para investigar seus próprios territórios, atuando como sujeitos ativos na produção de conhecimento.

Dados que as juventudes revelam

Dados e depoimentos sobre hábitos digitais e os desafios das juventudes na era da desinformação, com análise quali-quantitativa em três capitais brasileiras.

Mão na massa

Atividades práticas como o "Mutirão da Verdade" e "Detetives das Narrativas", desenhadas para facilitar debates sobre educação midiática e checagens coletivas de conteúdos.

04
Principais achados

O que a pesquisa revela sobre juventudes e desinformação

69%

dos jovens encontram informações falsas com frequência

66%

se informam pelo Instagram, a plataforma preferida

72%

não se sentem seguros para identificar informações falsas

44%

acreditam que a IA contribui mais para disseminar fake news

75%

dos bolsistas aprovados em universidades federais ou com bolsas integrais

513

jovens participaram da etapa quantitativa em 3 capitais

05
Metodologia

Pesquisa-ação com rigor científico e escuta territorial

A pesquisa foi desenvolvida em três etapas complementares, integrando formação, escuta qualitativa e levantamento quantitativo. Os próprios jovens participaram da construção das perguntas, dos pré-testes e da análise dos dados, garantindo que o estudo refletisse questões relevantes a partir de suas vivências.

1

Etapa colaborativa

15 jovens pesquisadores e 4 coordenadores territoriais participaram de 16 encontros formativos sobre desinformação, IA e pesquisa científica.

2

Etapa qualitativa

6 grupos focais com 48 participantes de Belém, Natal e São Paulo, entre 17 e 29 anos, das classes C, D e E.

3

Etapa quantitativa

Survey com 513 jovens das três capitais, com coleta realizada pelo Instituto IDEIA e análise pelo Aláfia Lab.

06
Territórios

Atuação em contextos regionais distintos

BelémPA

Região amazônica, com dinâmicas informacionais atravessadas por questões territoriais, ambientais e de acesso digital.

NatalRN

Nordeste brasileiro, com jovens de cursinhos populares enfrentando desafios de acesso à educação superior e formação crítica.

São PauloSP

Maior metrópole do país, com periferias densas e dinâmicas informacionais marcadas pela diversidade e pela desigualdade.

07
Realização

Associação 19 de Setembro

Organização da sociedade civil com atuação nacional que desenvolve projetos de impacto socioterritorial, combinando educação popular, cultura e direitos humanos.

Aláfia Lab

Laboratório de pesquisa e inovação sediado em Salvador (BA), dedicado a compreender e transformar as relações entre internet, comunicação e sociedade.

Rede Confluências

Rede de educação popular presente em todas as regiões do Brasil, com mais de 30 núcleos de cursinhos pré-universitários, cultura e direitos humanos.

Apoio: Projeto financiado por meio de emenda parlamentar destinada por Erika Hilton e executada a partir de termo de fomento estabelecido com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

Levantamento de dados: Instituto de Pesquisa IDEIA.

Como usar estes materiais

Educadores

Utilize a cartilha como roteiro de aulas e oficinas sobre educação midiática. As atividades práticas (Mutirão da Verdade, Detetives das Narrativas) podem ser adaptadas para diferentes faixas etárias e contextos escolares.

Cursinhos Populares

Integre os dados da pesquisa às aulas de atualidades e redação. A metodologia de formação de jovens pesquisadores pode ser replicada como programa complementar de bolsas e pesquisa.

Coletivos Periféricos

Use os dados como argumento para ações de comunicação comunitária e incidência local. O relatório oferece evidências sobre como a desinformação afeta especificamente os territórios populares.

Gestores Públicos

Utilize os achados como subsídio para políticas públicas de educação midiática e juventude. A metodologia é replicável e pode ser incorporada a programas municipais e estaduais de formação cidadã.

Perguntas frequentes

O que é o projeto Educação Midiática, Direitos Humanos e Periferias?

É uma iniciativa da Associação 19 de Setembro (S19) em parceria com o Aláfia Lab que combina formação de jovens pesquisadores, pesquisa quali-quantitativa e produção de materiais formativos sobre desinformação e educação midiática em periferias de três capitais brasileiras.

Quem participou da pesquisa?

513 jovens de periferias de Belém (PA), Natal (RN) e São Paulo (SP) participaram da etapa quantitativa. Além disso, 15 jovens bolsistas de cursinhos populares foram formados como pesquisadores ao longo de 16 encontros formativos, e 6 grupos focais foram realizados nas três cidades.

Quais territórios foram pesquisados?

A pesquisa atuou em periferias de três capitais: Belém (PA), com foco na Região Metropolitana; Natal (RN), na Zona Norte e comunidades da Grande Natal; e São Paulo (SP), nas periferias das zonas Sul e Leste.

Como a cartilha pode ser usada em escolas e cursinhos populares?

A cartilha traz atividades práticas como o ‘Mutirão da Verdade’ e ‘Detetives das Narrativas’, além de síntese metodológica e dados da pesquisa. Pode ser usada como roteiro de oficinas, material complementar em aulas de atualidades, ou base para programas de formação em educação midiática.

Qual a relação entre desinformação, inteligência artificial e juventudes periféricas?

A pesquisa revelou que 69% dos jovens encontram informações falsas com frequência, 72% não se sentem seguros para identificá-las, e 44% acreditam que a IA contribui mais para disseminar fake news. Esses dados mostram que juventudes periféricas estão altamente expostas à desinformação digital e percebem a IA como fator de risco.

Quem realizou e financiou o projeto?

O projeto foi realizado pela Associação 19 de Setembro (S19) e Aláfia Lab, com apoio da Rede Confluências de Educação Popular. O levantamento quantitativo foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa IDEIA. O financiamento veio de emenda parlamentar destinada por Erika Hilton, executada via termo de fomento com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

Informação é poder

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